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Wagner Borges - Cremando as tolices no fogo do discernimento.

(Resposta a pergunta de um leitor, preocupado se deveria mandar cremar seu corpo após sua morte)

Não se preocupe tanto com a eventual cremação do seu corpo.
Preocupe-se mais com a cremação do seu orgulho e de sua ignorância.
Queime suas tolices na fogueira do discernimento. E, depois, disperse as cinzas de suas ilusões no mar da vida...
Não será o tipo de morte – ou a transformação dos seus despojos densos -, que determinará a qualidade de seu viver, na Terra ou em qualquer outro plano de manifestação. Isso é determinado pelo que você pensa, sente e faz.
Fogo ou sete palmos abaixo do chão, nada disso tem a ver com a sua consciência imortal. Não se prenda a nada disso!
Enterre apenas os seus medos e queime suas culpas.
Que fogo poderá queimar o eterno?
Que terra poderá cobrir o princípio imperecível?
Só o seu corpo poderá ser incinerado ou enterrado. Você, não!
Então, como estudante espiritual, por que você está tão preocupado com isso?
Seus estudos são só teóricos e não lhe dão certeza alguma?
Será que você nunca sentiu a pulsação do Eterno em seu coração?
Nunca sentiu o amor iluminando os seus dias?
Talvez você nunca tenha escutado o seu coração, só sua mente.
Por isso, sua luz ficou fraca e a dúvida capturou o seu raciocínio.
Eu não sei se você deve mandar cremar ou enterrar o seu corpo depois da morte.
Aliás, o corpo é seu – e a dúvida também. Então, por que outro deve lhe dizer o que fazer?
O que sei é que se deve prestar atenção à vida e ao momento presente.
Cremar ou enterrar? Sei lá. O que isso tem a ver com sua consciência?
Você não é o corpo. Desde o momento em que você cair fora dele definitivamente, o planeta o absorverá de volta, de uma maneira ou de outra.
Seja “in natura”, ou “flambado”, os seus elementos físicos serão transformados pela alquimia planetária. Na natureza, nada se perde, tudo se transforma!
Enquanto vivo no corpo, cuide bem dele, pois é seu parceiro de viagem terrestre.
Mas, depois que sair dele, pense em outros planos de manifestação e decole para o infinito, sem medo.
Por enquanto, que tal viver o agora?
Queime a sua ânsia e enterre os seus dramas.
E, um dia, na hora certa que o Alto determinar, caia fora do corpo e voe bem alto, como espírito livre... E deixe o corpo ser transformado em paz, seja no seio da terra ou purificado pelo fogo.
De toda maneira, ele voltará a fazer parte dos elementos planetários.
Assim como você voltará para as estrelas e aos espaços livres, em seu corpo de luz*, podendo até mesmo brincar com os devas** do fogo, por aí...
Você é filho do Eterno e carrega o fogo estelar em seu próprio Ser.
Com a luz do sol em seus olhos, queime seus medos. E ilumine sua vida, aqui e agora! Seja feliz, com corpo ou sem corpo, na Terra ou no Espaço.
Em qualquer lugar ou condição, o que vale é o que você pensa, sente e realiza. É o que você é. É o que faz consigo mesmo. O que importa é sua consciência!
Cremação ou enterro? Sei lá, tanto faz.
O importante é ser feliz.
Então, seja.

Paz e Luz.

- Notas:

* Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz – Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
** Devas – do sânscrito – seres celestiais; divindades; anjos.


Para ver vídeos e ouvir áudios acesse a sessão do Wagner Borges em nosso Exclusivo Canal Sol do Everest no Youtube - www.youtube.com/playlist?list=PLFC3C6B292A9EE691 

Canal Sol do Everest: www.youtube.com/soldoeverest


Acesse o site do I.P.P.B (Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas): www.ippb.org.br

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