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Patrícia Cândido - Não seja um fascinado! Liberte-se da ilusão dos dias atuais!



Atualmente chega a ser cômico o nível de ilusão e fascinação onde a maioria das pessoas embarca, simplesmente por falta de discernimento, por comodismo ou por falta de opção .
A evolução tecnológica e digital está transformando drasticamente nosso “modus vivendi”, fazendo com que nossa alma também se transforme, desenvolvendo gosto pelo efêmero e pelo instantâneo.
De acordo com os sagrados escritos de Alice Bailey, podemos chamar de fascinado aquele ser completamente reativo e guiado pelo fluxo emocional.  A fascinação impede que a pessoa enxergue a vida e as condições circundantes como elas realmente são, faltando clareza e objetividade.
O fascinado só reage.
Acontece uma coisa boa ele fica bem.
Acontece um fato ruim, ele fica mal.
É um espectador da vida, não consegue ser o protagonista de seu próprio viver, pois prefere aproveitar o que já está pronto e imitar, copiar o que já foi feito. Como se deixa levar apenas pelas emoções, é infantil em seu raciocínio e dificilmente possui atos de pioneirismo e contribuição para o mundo com projetos elevados que possam transformar uma realidade, mesmo que pequena.
O fascinado é birrento, visceral, passivo-agressivo, tem dificuldades em sua capacidade de generalização e na maioria das vezes é oportunista e capaz de qualquer coisa para atingir seus objetivos. Muitas vezes o fascinado almeja a fama, mas só se ela vier sem nenhum esforço.
Normalmente o fascinado utiliza termos como “causei”, sou “top”, vou “arrasar”; todos esses termos para instantaneamente suprirem um vazio existencial causado pelo vazio mental, ou seja, da falta de informação e de conhecimento.
Você deve agora estar se perguntando:
- Será que sou um fascinado?
Lamento em ter que dar essa resposta, mas é sim. Não sei se muito ou pouco, mas é.
Todos nós somos fascinados em algum nível e por isso estamos aqui na Terra, para curar essa fascinação, essa ilusão de acreditarmos que somos o corpo físico e esse culto à perfeição material que temos desenvolvido principalmente ao longo dos últimos anos.
Antigamente percebíamos uma certa timidez nas pessoas, e hoje, ao menos aqui no Brasil, com as provocações da mídia percebemos uma ridicularização do ser humano promovida por uma sociedade carente de princípios e valores morais, que acredita que qualquer coisa pode ser comprada: desde um cabelo perfeito, um corpo perfeito, até um diploma universitário.
Índole, caráter, princípios, educação e gentileza não estão a venda em farmácias e clínicas estéticas. Classe e elegância também não. E quando falo aqui de classe e elegância, são aquelas que residem em um “bom dia” bem humorado, na humildade de um sorriso gentil ou na contemplação de uma flor. A natureza é elegante, o Criador também. E a que ponto estamos distantes da energia Criadora, para acreditar que podemos ser quem nós não somos?
Um procedimento cirúrgico, que por exemplo, auxilia a pessoa a manter sua autoestima elevada e que a faça sentir-se bem é uma coisa. O exagero, que torna a pessoa viciada nesses procedimentos, é outra coisa, bem diferente, e pode viciar.
Qualquer sentimento, emoção, pessoa ou coisa que lhe escraviza, é um vício. Desde chocolate, coca-cola, doces, raiva, stress, hipersexualidade, internet ou drogas, qualquer coisa que lhe trouxer uma relação de dependência e aprisionamento, é um vício, que se dá pelo descontrole emocional do fascinado. Algumas pessoas até usam essa expressão “sou fascinado por chocolate, sou fascinado por internet” etc.
Hoje vemos pessoas dispostas a verdadeiras barbaridades para aparecer em uma capa de revista ou em um programa de TV. E elas dizem que batalharam muito para chegarem até ali. Mas de qual tipo de batalha estamos falando? Com qual propósito? Com qual visão, missão, valores? Isso é fascínio. Nesse caso, temos um bom exemplo de fascinação: pessoas que estão dispostas a qualquer coisa para atingir certo patamar de fama.
Os fascínios podem dar-se em vários níveis, existem centenas, mas vamos citar abaixo apenas os mais comuns, manifestados em cada chacra, para que você possa fazer uma autoanálise:

  • Fascinações 1º Chacra
Do Egocentrismo e do Poder Pessoal;
Do isolamento, da solidão e do afastamento;
De impor a própria vontade sobre pessoas e grupos.

  • Fascinações 2º Chacra
Da popularidade;
Da autopiedade;
Da religiosidade  (complexo do messias);

  • Fascinações 3º Chacra
De estar muito ocupado;
Da maquinação;
Da manipulação dissimulada e contínua;
De considerar-se importante, do ponto de vista do saber e da eficiência.

  • Fascinações 4º Chacra
Do conforto e da satisfação pessoal;
Da guerra;
Da percepção psíquica em vez da intuição;

  • Fascinações 5º Chacra
Da materialidade e ênfase na forma;
Do intelecto;
Da segurança;

  • Fascinações 6º Chacra
Do sentimentalismo;
Da Visão estreita;
Do fanatismo.

  • Fascinações 7º Chacra
Do trabalho mágico;
Daquilo que reúne;
Da magia sexual;

Agora que você já possui um pouco de informação sobre fascínio, procure perceber onde você está desalinhado e mude! Sempre é tempo de novos aprendizados, novas aspirações e novos recomeços.
Como mudar? Use seu filtro interno, você possui o conhecimento do bem e do mal, do certo e do errado e possui todos os instrumentos para se libertar desse aprisionamento da fascinação.
Procure aconselhamento, livros, terapias, yoga, pessoas com quem você tenha afinidade e um novo mundo se descortinará para você.
Você experimentará momentos felizes de plenitude e consciência que lhe levarão a um caminho de evolução espiritual constante.
Mãos a obra!
Dê-se a chance de experimentar o novo!

Patrícia Cândido*

* Patrícia Cândido - É escritora, Terapeuta Holística, Palestrante, Pesquisadora, Psicoterapeuta Reencarnacionista, Radiestesista, Mestre Reiki, Mestre Karuna Reiki e Mestre Seichim (Cura Egípcia). Conheça mais acessando seu site: www.luzdaserra.com.br/conectados/patriciacandido

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